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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

A noite das boybands


Filas quilométricas tomadas de adolescentes, camisetas estampadas e cartazes com declarações de amor eram tudo que podia se ver ao chegar ontem (01) no Vivo Rio. Era dia das boybands Boyce Avenue e Emblem3 tocarem no Rio de Janeiro. Os grupos, ambos pela primeira vez no Brasil, foram as atrações principais do festival de música "Z Festival" que ocorreu em São Paulo e aproveitaram para dividir o palco na capital carioca também.
E não é que a ideia deu certo? Os grupos, que nem se quer têm álbuns comercializados no país, conseguiram o incrível marco de lotar a casa em um evento sold out que, segundo os próprios músicos, foi um dos melhores de suas carreiras.
Logo após o grupo brasileiro F.U.S.C.A – liderado pelo ex-Rebelde Arthur Aguiar – marcar presença abrindo a noite, foi a vez do Boyce Avenue entrar no palco. O trio formado pelos irmãos Alejandro, Daniel e Fabian Manzano se consagrou mundialmente através de seu canal no youtube, onde compartilhavam suas interpretações de canções famosas. Desde então, dois álbuns foram lançados e a banda se tornou um fenômeno na internet.
O Boyce Avenue não é o tipo de grupo que se apoia em um show de grande produção para impressionar. Pelo contrário, o cenário é simples, o clima é de intimidade e os músicos não se movimentam muito entre o palco. Engana-se quem pensa que isso tira qualquer mérito do espetáculo: os músicos encantam mesmo pelo talento nato. O vocalista Alejandro é capaz de provocar arrepios com sua potência vocal.
Embora o grupo tenha cantado algumas de suas canções originais, os momentos de maior destaque foram, inevitávelmente, os populares covers: de Coldplay à Rihanna, teve para todos os gostos.
O show teve uma hora de duração e pareceu agradar o público, que se despedia da banda com o coro “Boyce, eu te amo”. O grupo elogiou a paixão do povo brasileiro e prometeu voltar em breve.
Porém, mesmo com a recepção calorosa do público no início da noite, qualquer um ali podia facilmente perceber que a atração mais esperada era, sem dúvidas, o Emblem3.
O trio de Drew Chadwick e dos irmãos Wesley e Keaton Stromberg foi descoberto ano passado na edição americana do reality musical X-Factor. Os garotos terminaram o programa em quarto lugar, mas foram os primeiros a lançar um álbum de estúdio, conquistaram um Teen Choice Award e saíram em turnê com a estrela teen Selena Gomez.
Do minuto em que pisaram ao palco até a ultima canção, os jovens deram um show completo de energia. Era difícil achar alguém que não fosse contagiado pela empolgação e o carisma do grupo. 
O Emblem3, diferente da atração anterior, conquista justamente pelo clima de descontração e por mostrar que nem os maiores fãs presentes estão se divertindo tanto quanto os próprios: rebolaram, mostraram os abdomens sarados, se abraçaram e interagiram bastante - inclusive em português - com o público.
Durante a canção 300 Miles Away, Keaton explicou que a letra é sobre as dificuldades de viver na estrada e longe da família, mas que naquele momento não queria estar em qualquer outro lugar, afinal os brasileiros são seus queridinhos.
O grupo se despediu dos fãs cariocas com a música que os tornou famosos na sua primeira audição no X-Factor, “Sunset Blvd”. Em meio à muitos gritos e aplausos, revelaram que “esse é o melhor show de nossas vidas”.
Estas foram as últimas apresentações dos grupos no país, mas os fãs não devem se preocupar: A julgar pelo sucesso de vendas e pelas declarações dos próprios músicos, tudo indica que não teremos que esperar muito tempo pelas próximas.

domingo, 25 de agosto de 2013

Cher, uma "brat" muito fofa


Crianças, jovens e alguns adultos "perdidos" estavam ali para ver principal atração do "Mundo Show Festival" no Rio de Janeiro, a cantora britânica Cher Lloyd. Com um repertório pequeno porém forte, ela cantou praticamente todas as músicas do seu CD (misturando com as versões lançadas posteriormente na versão americana). As músicas foram levadas na ponta da língua pelos poucos que ocupavam a área vip do evento, nos quase 50 minutos de apresentação.
Com um público reduzidíssimo, que pouco preenchia o HSBC Arena, a cantora subiu ao palco por volta das 20h30 da noite de ontem (24), para cativar ainda mais os fãs brasileiros que já mostravam carinho e admiração pela "pequena diva" bem antes do show começar. O fã clube se organizou para jogar balões cor-de-rosa para ela na música "Oath" e mostrar placas com a expressão "URGH!" escritas, quando ela cantou a música "Want U Back", um de seus maiores hits.
Nem mesmo as outras cinco atrações nacionais (as bandas Pollo, College 11, Fresno, Strike e NX Zero) conseguiram levar mais público ao festival, deixando um buraco enorme entre a pista premium e a pista normal. As cadeiras da parte de trás da arena quase não foram ocupadas. 
O maior equívoco da organização do evento foi, talvez, a escolha do lugar, que era grande demais. Além disso, o evento também foi pouco divulgado. Se você pesquisar nas redes sociais, verá comentários de gente dizendo que nem sabia que a cantora estava por aqui. Havia ainda uma incoerência na mistura de atrações: era claro a divisão do público, já que os estilos das atrações pouco seguiam um padrão.
Ainda assim, Cher deu o melhor de si e fez um show muito animado. A cantora estava visivelmente satisfeita de estar cantando no Brasil e disse aos fãs que há três anos, quando ainda estava participando do programa de calouros "X Factor", não imaginava que isso seria possível. Acrescentou dizendo que achava incrível o fato de ver que tinha muitos brazillians bratz que a adoravam, quando checava suas redes sociais.
E ela pouco parecia aquela menina que começou a carreira no programa de TV. Cher amadureceu e toma conta do palco quando está nele. Se comunica com o público com suas expressões fortes e é muito carinhosa. E claro, canta muito! Cher estava linda, com um figurino simples que a deixou muito confortável.
Essa é a primeira edição do festival, mas para muita gente o evento se tornou sinônimo de "show da Cher". Foi também a primeira vez da cantora no Brasil, sendo o Rio de Janeiro palco de sua segunda apresentação. A primeira foi no Recife e, se você ainda quer ter uma chance de ver a cantora, o festival passa hoje por São Paulo. A gente recomenda se você curtir alguma das atrações.
Confira abaixo algumas fotos da apresentação.






sábado, 27 de julho de 2013

"We Are Paramore"

 

Por volta das 19h do dia 25, o HSBC Arena, no Rio de Janeiro, abria seus portões para estrear a turnê brasileira da banda de rock norte-americana Paramore. O trio composto por Hayley Williams, Jeremy Davis e Taylor York está viajando o mundo inteiro para divulgar o lançamento de seu quarto álbum de estúdio, o homônimo “Paramore” e, é claro que o Brasil, um dos seus maiores públicos, não podia ficar fora dessa.
O clima na plateia era de pura empolgação, muito antes do grupo se quer dar as caras no palco. A chuva e o tempo frio pareciam nem ao menos incomodar os milhares de fãs que cercavam a arena desde cedo, contando em conseguir o lugar mais próximo possível de seus ídolos e em aproveitar a volta da banda depois de dois anos sem aparecer por aqui.
Uma vez que Hayley e sua trupe pisaram no palco, é quase certo afirmar que todas as expectativas foram correspondidas! A cantora com os cabelos laranjas mais característicos do cenário musical deu um show a parte de energia e empolgação durante as quase duas horas de espetáculo.
Misturando as canções mais antigas - para agradar os fãs de carteirinha - com os novos lançamentos da banda, que contam com um som mais dançante e alegre, o grupo agitou a casa e interagiu com seus fãs por todo o show. Inclusive na música Anklebiters, um hino sobre apaixonar-se por si próprio e ignorar a opinião alheia, Hayley convidou cerca de dez – sortudos – fãs ao palco para cantarem com ela. A cantora pediu que os jovens ali esquecessem seus problemas e apenas se divertissem. Missão cumprida!
O mais novo sucesso do grupo, “Still Into You” também foi um dos mais esperados e um dos momentos mais marcantes do show. Em meio a serpentinas e papéis picados, não havia um corpo parado – fosse cantando, pulando ou apenas batendo palmas.
Algumas falhas técnicas de som ocorreram durante a performance, mas a banda agiu com profissionalismo e não se mostrou irritada com o problema.
Um fato que chamou atenção foi a quantidade de homens na plateia. Sabemos que rola um preconceito – sem fundamento aparente – contra bandas de rock lideradas por mulheres. É frequente, nas apresentações de tais grupos, que haja uma maioria pesada de meninas na plateia, e que os meninos presentes estejam apenas acompanhando suas namoradas. Definitivamente, não foi esse o caso!
Nos minutos finais do show, a vocalista, esbanjando simpatia, perguntou quantos ali estavam indo ao show deles pela primeira vez. O número de braços levantados era grande! Essa é a terceira passagem do grupo pelo Rio de Janeiro e também a mais cheia, o que mostra que desde seu ápice de sucesso, o grupo se consolidou no mercado e vem conquistando cada vez mais admiradores.
Depois, Hayley perguntou quantos ali pagariam para assistí-los novamente quando voltassem. A resposta foi um momento de total histeria, e a banda entendeu o recado.
O Paramore ainda segue por Brasília, São Paulo e Curitiba e encerra sua visita ao Brasil em Porto Alegre. Quem curte um bom show de rock, eu não recomendaria faltar!


quarta-feira, 29 de maio de 2013

A "cantante" Julieta


Aqui no Brasil a gente não é muito íntimo de música que não seja a nossa ou as vindas dos países de língua inglesa. Se eu perguntar sobre música mexicana, por exemplo, a maioria das pessoas que conheço vai ter ouvido apenas aquelas cantadas pelo "Chaves" e/ou, no máximo, a trilha de abertura de alguma novela importada pelo SBT.
Se você é uma dessas pessoas, vale a pena então conhecer Julieta Venegas. (E se você não é, mas ainda não a conhece, também!). A cantora está na nossa terra divulgando o seu novo álbum, "Los Momentos".
Depois de Curitiba, Porto Alegre e São Paulo, ela se apresentou ontem aqui no Rio, no Teatro Bradesco.


A música de Julieta é diferente de tudo o que a gente está acostumado. Tem outra forma, outro ritmo e por isso é tão apaixonante. Julieta é daquele tipo de artista que, quando a música cai no shuffle do Ipod, você não tem mais vontade de trocar para outro.
Mas ao vivo ela consegue ser ainda melhor! A melodia te invade, preenche o lugar e torna as composições ainda mais grandiosas. Muito disso se deve também, é claro, aos quatro excelentes músicos que a acompanham e que se revessam para tocar uma variedade enorme de instrumentos.
Sobre os instrumentos, aliás, é lindo ver Julieta tocando - entre muitas outras coisas - o acordeão! Esse não é um elemento comum na nossa música pop e, nas raras vezes que a gente vê alguém tocando, esse alguém é um homem. Mas ele é super usado música mexicana, e Julieta toca de forma super feminina e com uma graciosidade que só ela tem. 


De maneira sempre muito tímida, Julieta tem também o hábito de explicar as letras das músicas, o que aproxima o público e torna as interpretações mais bonitas. Tem carisma e simpatia de sobra, e estava muito mais solta do que a Julieta que eu vi em 2011, na sua última vinda ao Rio.
Para tornar tudo ainda melhor, a cantora mexicana contou com a participação de Marisa Monte, que a acompanhou na canção "Ilusión", gravada por elas em 2008. O público ovacionou a dupla! Foi um brilho extra para um show que já estava sendo maravilhoso.
Se você ficou curioso para conhecê-la, aproveita que vai ter outra apresentação no Teatro Bradesco Rio, hoje, às 21h. Depois disso, Julieta se apresenta em Belo Horizonte, no dia 31, e em Recife, no próximo dia primeiro.