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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Gabi para +18


Já conhecemos o formato: é a Marília Gabriela fazendo o que a consagrou na TV. Ela, a mesa e o convidado. Mas a novidade é o sexo, ou melhor, o seu novo programa no SBT, que fala sobre sexo. E isso já conta pontos para a jornalista pois, atualmente, fica a cargo somente dela um programa na TV aberta que trata do assunto.
O programa "Gabi Quase Proibida", que caminha para o quarto mês de vida, traz sempre um convidado que tenha alguma relação com o tema, desde artistas a especialistas, passando por profissionais do sexo e por empresários que entendem o sexo como mercado. A vontade de fazer um programa sobre sexo é antiga, mas só agora a apresentadora conseguiu com que Silvio Santos comprasse a ideia.
É até um pouco de redundância falar que Gabi está super confortável na bancada (já que ela faz isso há anos e continua com seu tradicional "De Frente com Gabi", também no SBT, e com o "Marília Gabriela Entrevista", esse no canal fechado GNT), mas ela leva de forma natural e não deixa as entrevistas caírem no clichê.
Acima de tudo, o programa se compromete em levar também informações e não fica só na superficialidade. E é bom assistir um programa assim, que esteja comprometido com a qualidade e não seja sensacionalista. Acredito que isso seja mérito justamente da apresentadora, que conquistou a credibilidade do público na década de 80, quando foi uma das pioneiras a falar sobre sexualidade na televisão, no "TV Mulher", da Rede Globo.
Mesmo não sendo inovador, o programa tem dado o que falar: Marília Gabriela consegue arrancar dos convidados várias declarações que passariam veladas. Sem vergonha, Gabi pergunta e, na maioria das vezes, consegue respostas espontâneas e que não conseguiríamos ver em outro programa. De assunto proibido, o programa nada tem.
Ao todo, 11 entrevistas já foram ao ar, com convidados que já causaram bastante burburinho, destacam-se o cantor Ney Matogrosso (que foi o convidado do programa de estreia), a cantora Daniela Mercury e a entrevista com o Padre Beto (que foi excomungado da Igreja Católica por discutir com os fiéis sobre sexualidade, divórcio e homossexualismo).
Outra coisa legal é que o público também pode participar do programa. A produção divulga na internet qual será o próximo convidado e assim o telespectador pode enviar suas perguntas para ele. Se você ainda não assistiu, o programa vai ao ar toda quarta-feira, à meia-noite. E se você perdeu alguma entrevista e quer assistir, o SBT disponibiliza na íntegra todas as edições. 


quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Conheça os Braverman


Adam (Peter Krause) interrompe sua corrida para atender ao telefonema da irmã Sarah (Lauren Graham), que busca conselhos sobre como disciplinar Amber (Mae Whitman), sua filha mais velha. Logo em seguida, quem liga é seu pai, Zeek (Craig T. Nelson), para pedir ajuda em um conserto. Depois, quem pede socorro é Kristina (Monica Potter), sua esposa, que não sabe o que fazer para convencer o filho mais novo do casal, Max (Max Burkholder), a ir ao jogo de beisebol.
Tudo isso acontece antes dos primeiros cinco minutos de "Parenthood", série que estreia sua primeira temporada no Brasil hoje, às 22h30, no GNT (na TV americana, a série se encaminha para a sua quinta temporada).
Só por isso, já dá para ver como a série é dinâmica e cheia de personagens. Cheia mesmo! Já na sequência, somos apresentados à matriarca Camille (Bonnie Bedelia) e aos outros dois irmãos BravermanCrosby (Dax Shepard) - o solteirão - e Julia (Erika Christensen) - que também já tem sua família. E se você acha que já é o bastante, vou adiantar que ainda tem muita gente para conhecer durante a temporada!
E o incrível da série é justamente isso! Mesmo com tantos personagens, cada um deles é apresentado com cuidado e complexidade ao passar dos episódios. Todos tem uma história, uma mania, uma personalidade própria e, por isso, são extremamente reais. Quando você percebe, já sentiu afinidade por um ou se identificou mais com outro. No final, não dá para não se apegar: eles são como sua família.
Além disso, a série é bem produzida e tem elenco de altíssimo nível, embora os nomes não sejam muito comuns para gente - exceto, é claro, o de Lauren Graham (que eternizou Lorelai, protagonista de "Gilmore Girls") e de Mae Whitman (que recentemente participou de "As Vantagens de Ser Invísível"). Mesmo as crianças, que são parte numerosa dessa história, atuam como se fossem gente grande!
"Parenthood" é uma série leve, mas que consegue fazer você rir e chorar. É intensa não porque tem cenas de ação ou grandes tragédias, mas porque te envolve na dinâmica de uma família que, como qualquer outra, é cheia de conflitos e pequenos dramas. Mas do que qualquer coisa, "Parenthood" é sobre amor. Em suas diversas formas e a maneira de cada um dos Braverman, mas sempre sobre amor.
Assista hoje e depois vem contar para gente o que você achou! Se achar que vai ser difícil esperar pelos próximos episódios, fique ciente que a primeira temporada está inteira disponível no "Netflix" e as três primeiras já estão à venda no Brasil!



quarta-feira, 1 de maio de 2013

O simpático, porém desastrado, Rodrigo Hilbert


Faz quase um mês hoje, foi ao ar pela primeira vez, Tempero de Família, programa culinário estrelado por Rodrigo Hilbert, no GNT. Eu, infelizmente, perdi os três primeiros episódios, mas quando o quarto foi ao ar, grudei na frente da TV para conferir o que o loiro tinha a oferecer. E gostei!
O programa é adorável, porque o apresentador, por si só, já é. É intimista e aconchegante, daquele jeito que faz você sentir o clima mesmo estando do outro lado da TV. Tem tom de improviso/descontração, que, na verdade, não é muito diferente do Diário do Olivier ou do importado Jamie Oliver, mas  funciona. Embora, é claro, Rodrigo não seja tão íntimo da cozinha quanto os outros dois concorrentes do canal são.
No entanto, em tempos de "politicamente correto", me surpreende que três cenas tenham feito parte do "Cozido e Pudim de Leite", episódio do último dia 25.
A primeira cena é a que Rodrigo deixa a panela de pressão sobre o fogo aceso e sai para tomar vinho com um primo num lugar que parece ser distante. Tudo bem, não é um erro assim tão grave se considerarmos que, por trás das câmeras, tem uma produção que não deixaria a panela explodir. Mas, mesmo assim, não acho que seja uma narrativa legal de construir na TV.
O pior acontece na volta. Depois de tomar alguns (para não dizer vários) copos de vinho, ele retorna a casa dirigindo! Lei Seca nem pensar. Aposto que se o cenário fosse as ruas do Rio, não ia pegar tão bem assim. Mas, até onde eu sei,  misturar álcool e direção é perigoso mesmo no interior de Santa Catarina.
O último furo acontece em um momento tão fofo que dá até pena de criticar. Os encantadores João e Francisco, de apenas 5 anos, oferecem ajuda ao pai que, prontamente, providencia facas (sim, facas!) para os pequenos ajudarem a cortar o tempero. Os três batem as facas com tanta euforia que, eu podia jurar, alguém ia se cortar. Mas, por sorte, ninguém terminou ferido. Ufa!