Há algumas semanas, estava assistindo online uma premiação cinematográfica. Enquanto lia os comentários dos espectadores, a repetição constante de um nome me chamou atenção: Tatiana Maslany.
Os internautas estavam discutindo enlouquecidamente o quanto ela era talentosa e merecia ganhar o prêmio que concorria. E não era pouca gente! Mal se falava em outro artista. No fim da noite, em meio à muitos aplausos, a atriz acabou levando o prêmio de melhor atriz pela série Orphan Black e foi naquele momento que decidi: Precisava assistir a série e entender o porquê de tanto alvoroço.
Os internautas estavam discutindo enlouquecidamente o quanto ela era talentosa e merecia ganhar o prêmio que concorria. E não era pouca gente! Mal se falava em outro artista. No fim da noite, em meio à muitos aplausos, a atriz acabou levando o prêmio de melhor atriz pela série Orphan Black e foi naquele momento que decidi: Precisava assistir a série e entender o porquê de tanto alvoroço.
Na produção canadense criada por Graeme Manson e John Fawcett, Tatiana dá vida à órfã Sarah
Manning, uma jovem punk que presencia em uma estação de trem o suicídio de Beth
Childs, uma mulher idêntica a ela. Sarah encara a situação como uma chance de
conseguir dinheiro, cortar laços com o namorado traficante e conseguir a guarda
de sua pequena filha, a quem havia abandonado há cerca de um ano. O plano da
jovem parecia simples: forjar sua própria morte, roubar os pertences de Beth e assumir
sua identidade até conseguir pôr as mãos em sua conta bancária. Como é de se
esperar, a protagonista acaba presa em uma grande aventura e descobre que a
falecida parece ter uma vida ainda mais perigosa que a sua própria. Clichê,
certo? Já não vimos isso no seriado Ringer, em filmes da sessão da tarde e até
novelas mexicanas? Pode apostar que não.
O roteiro nos deixa em
estado de choque quando mostra o motivo por trás da semelhança física entre as
personagens: nada de irmãs gêmeas. As duas fazem parte um experimento ilegal de
clonagem e não são as únicas. Com o passar dos episódios, conhecemos diversas
personagens geneticamente idênticas a Sarah,
que se unem para buscar respostas sobre suas origens.
A partir do momento que
conheci as demais cópias da protagonista ficou fácil de entender (e apoiar) os
elogios dados a Tatiana Maslany. A atriz conduz cada uma de suas personagens de
forma tão original e detalhada que você realmente esquece se tratar da mesma
pessoa. Cada personagem é enriquecida com peculiaridades e isso contribui muito
para a dinâmica nas partes em que elas “contracenam” entre si. É quase
assustadora a forma com a qual Tatiana leva o espectador a ignorar o fato que
ela dá vida a maior parte das personagens da série. A tarefa é complexa e, talvez, a premissa da série falhasse se estivesse nas mãos de outra atriz. Há
fortes boatos de que a moça está prestes a receber uma indicação ao Emmy
Awards. Ficaremos na torcida!
Vale também fazer uma
menção ao ator Jordan Gavaris, que muitas vezes rouba a cena com seu espontâneo
e icônico Felix, irmão adotivo de Sarah.
Orphan Black pode ser
considerada uma mistura bem sucedida entre drama e ficção científica, contando
com uma pitada de investigação. Os fãs de tais gêneros dificilmente vão se
desapontar com o ritmo acelerado, intrigante e envolvente com que as tramas da
série nos são apresentadas. É como se não desse tempo nem de respirar – quando
você cria suas teorias e as peças começam a se encaixar, a história, sem
qualquer aviso prévio, nos insere em novos mistérios e nos traz mais perguntas a
serem respondidas. A série foi renovada para sua segunda temporada pelo canal
canadense Space e tem previsão de estréia para o segundo semestre de 2014. Para
quem quiser verificar, a série ainda não chegou no Brasil, só está disponível online. Fica aqui a
indicação de quem assistiu ao piloto da série para matar a curiosidade e quando
se deu conta, tinha visto a temporada completa em menos de uma semana.
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